QUANDO A NOSSA IGNORÂNCIA SOBRE O QUE SOMOS NOS LEVA DE VOLTA AO QUE JAMAIS GOSTARÍAMOS DE SER!

Publicado: março 11, 2015 em Uncategorized

ESCRAVOS 7Que não sabemos nos conduzir e tampouco cuidar de nós mesmos é algo que temos consciência há muito tempo.

De fato, não somos muito bons em definir o que realmente é o melhor pra nós, não sabemos fazer boas escolhas, e não somos muito bons também em definir prioridades e valores. Definitivamente temos a péssima tendência de escolher coisas, pessoas e situações que aparentemente nos fazem bem, mas que depois, efetivamente, nos farão muito mal, serão muito nocivas e poderão terminar em verdadeiras tragédias.

Não é sem motivo que quando tomamos consciência do nosso estado pecaminoso e da condenação que se impunhaESCRAVOS 3 sobre nós, nos arrependemos dos nossos pecados, os confessamos, pedimos perdão a Deus, e naquele momento nós abrimos o nosso coração e recebemos a Jesus Cristo não somente como nosso Salvador (Aquele que nos livra da condenação do inferno), mas, também, como nosso Senhor, (Aquele que passará a dirigir nossa vida).

O grande problema é que muitos daqueles que nasceram de novo no lindo momento de suas conversões, acabam se esquecendo de que outrora não sabiam se conduzir e se enveredam pelo trágico caminho da auto condução. Um número cada vez maior de crentes tem se esquecido das coisas das quais se converteram e volta a perambular pelos caminhos antigos. Essa retroação não faz nenhum bem e tampouco agrada ao coração do nosso Deus, porquanto é um retorno a uma época em que definitivamente ninguém tem qualquer orgulho de ter vivido nela. É uma época cujas lembranças, como diz o apóstolo Paulo, apenas traz vergonha ao coração!

ESCRAVOS 6Quando penso sobre crentes que sentem saudades do tempo em que levavam suas vidas longe de Deus e ficam namorando o passado, e dando largas ao velho homem, acho impossível não me lembrar dos israelitas que sentiram saudade do tempo da escravidão no Egito. Por mais incrível que possa nos parecer houve muitos daqueles homens que quiseram voltar pra lá mesmo depois de tanto sofrimento e mesmo depois de presenciarem os milagres extraordinários feitos pelo nosso Deus quando da retirada deles do jugo do Faraó. Sim, parece-se que depois de um tempo sendo escravos alguns definitivamente não sabem mais viver em liberdade, vejam:

“Disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar!” Êxo. 16.3

Ter saudade das panelas e das cebolas do Egito, que é símbolo do mundo em que vivíamos, não é boa coisa, pois isso era muito pouco em relação ao regime de escravidão em que vivíamos!

Tínhamos panelas enormes e cheias de saborosos cozidos no Egito, mas não tínhamos a liberdade que Jesus Cristo nos outorgou! Tínhamos comida deliciosa no Egito, mas o preço que pagávamos por ela era altíssimo! Poderíamos até achar que éramos pessoas livres, mas, na verdade, não percebíamos que justamente aquelas coisas erradas que fazíamos e que nos davam a falsa aparência de liberdade, é que nos mantinham escravos!ESCRAVOS 9

Mas o que leva alguns crentes a quererem retornar à escravidão? O que leva pessoas que se tornaram novas criaturas a terem saudade das coisas velhas?

Talvez quem melhor nos explique isso seja o irmão do filho pródigo: aquele moço que ficou amargurado em ver o pai perdoando o seu irmão, porque nunca, jamais, curtiu a doce presença do seu pai. Aquele irmão que levava uma vida muito aquém daquela que o pai podia lhe proporcionar e, vale dizer, que a culpa definitivamente não era do pai. Aquele irmão primogênito que deveria ter se alegrado com o retorno do seu pródigo irmão caçula e que deveria a partir daí planejar uma vida de comunhão maravilhosa ao lado da família que estava sendo restaurada, mas, o fato, prezados, é que ele não curtia tudo que o pai lhe proporcionava! Talvez, e é bem provável, ele nem sabia tudo o que o pai já lhe tinha dado!

E isso é o que nos falta muitas vezes, meu caro leitor!

ESCRAVOS 4Falta-nos, de fato, curtir a salvação que o nosso maravilhoso Deus nos deu através da morte do Seu único Filho! Falta-nos saber em quem nós nos tornamos através de Jesus! Falta-nos reconhecer de fato que fomos alcançados e fazemos parte das “insondáveis riquezas de Cristo”! Falta-nos andar como homens mais que vencedores e que vencemos por causa daquele que morreu por nós! Falta-nos um andar vitorioso no presente para não acharmos que as derrotas do passado foram mais suaves do que as que temos hoje, e sentirmos saudade delas! Falta-nos apreciar e nos nutrir com o maná que cai do céu, valorizar as codornizes que representam o milagre do nosso sustento espiritual e material, e não somente beber da água que sai da rocha, mas ter a clara certeza de que por causa dessa Água jamais teremos sede outra vez!ESCRAVOS 8

Não, não quero o Egito outra vez! Não, não vou olhar para trás! Atrás está a escravidão, atrás está Sodoma e Gomorra, atrás estão as coisas velhas! Olharei para frente! Olharei para o Autor e Consumador da nossa minha fé! Olharei para Aquele que disse: “E Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará!

Fixarei os meus olhos nAquele que falou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

Soli deo gloria!

Pr. Élio Morais

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comentários
  1. Cláudio Oliveira disse:

    Mais uma vez uma belíssima reflexão que brota do coração de Deus. Que o Senhor nos dê graça e renove nossa convicção para que os nossos olhos não se voltem para trás. Se deixarmos o velho homem sobressair, ocorrerá o que nos diz o apóstolo Pedro: “Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama”. (II Pedro 2:22)

    Um forte abraço meu pastor.

  2. Gabriel Mendonca disse:

    Que reflexão maravilhosa. Parabéns por essa riqueza de informações que me fazem crescer espiritualmente, agregando muito valores para minha caminhada cristã. Sou grato a Deus por sua vida. Deus abençoe mais e mais.

    Sou da Igreja Batista Central Do Ibura.

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