SOBRE A DEPRESSÃO

Publicado: agosto 28, 2013 em Uncategorized

ImagemLidar com a dor da alma de uma ovelha, talvez seja para um pastor o ofício mais penoso do sacerdócio! Não raro após uma visita, por mais que tenhamos nos esforçado, é muito doloroso deixar a ovelha envolta numa tristeza sem fim, e num sofrimento que, parece, jamais acabará!

Nesse universo materialista e instantâneo em que vivemos, lidar com o subjetivo e o transcendente tem sido um desafio cada vez maior. Não estou certo da opinião de outras pessoas, mas, parece-me que o sentimento de impotência tem sido uma marca na vida daqueles que lidam com os que sofrem de depressão. Obviamente, os profissionais que atuam com pessoas deprimidas por ausência de algum componente químico no organismo e, ou, herança genética, ou deficiência hormonal obtém, sem dúvida nenhuma êxitos maiores.

A dor da alma judia demais. Costuma ser devastadora. Não tem cor, não tem lado, não tem forma! A enfermidade da alma não se manifesta externamente, em forma de um machucado ou de uma cicatriz, mas corrói o interior, devasta o íntimo, aniquila o ânimo, arrasa os sonhos!

Não se trata dela com antibióticos de largo espectro, tampouco inventaram um elixir de rápido efeito. A gente tem vontade de tocá-la, de jogá-la para o abismo, para as profundezas do mar, mas o esforço é vão!

C2C1704EFInvariavelmente as dores da alma surgem com alguns gatilhos em forma de decepções, incompreensões e perdas, e todos eles envolvem relacionamentos ou a falta deles. Em todos esses gatilhos, salvo raríssimas exceções, há pessoas e laços afetivos muito fortes. Situações como o divórcio, maus tratos, morte, drogas, especialmente no âmbito familiar, ou em relacionamentos de grande vínculo afetivo, apresentam-se definitivamente como fatores de sofrimentos desencadeantes de depressão.

 


Uma boa notícia para levarmos a alguém que está sentindo dor na alma é que assim como essa dor chegou ela vai passar. Pode parecer simplista demais, mas é o mais comum: De

repente, quando menos se apercebe, para o alívio do coração, aquela dor horrorosa vai embora.

O inteligentíssimo Rubem Alves, no seu artigo Alegria e tristeza, vai dizer algo inquietante e incômodo e, ao mesmo tempo animador e consolador:

“A gente está alegre, não é alegre. Porque esse sentimento não se mantém para sempre. Surge, colore o mundo e some feito bola de sabão. Quando se está triste, bom saber, acontece igualzinho.”

Que bom esse equilíbrio de sentimentos.

Que bom saber também que o Deus a quem servimos se nos apresenta como Aquele que conhece as nossas dores e as sofreu todas e, apesar de não nos prometer livrar-nos delas, promete-nos estar conosco quando elas aparecerem, vejam:

“Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o teu Salvador” Isa. 43. 2-3

Promessa de quem sempre cumpre! Apropriemos dela!

Pr. Élio Morais

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