A IMPRESCINDÍVEL GLÓRIA DO SENHOR, PRIMEIRO!

Publicado: fevereiro 3, 2016 em Uncategorized

GLÓRIA DE DEUS 1“1 No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. 2  Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. 3  E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. 4  As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. 5 Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! 6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. 8  Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” Isaías 6. 1-8

Isaías era um homem bom, temente a Deus, culto, e, muito provavelmente, de uma linhagem sacerdotal. Pelo seu linguajar erudito infere-se que era um príncipe entre todos os profetas de sua época. Ele fora chamado pelo Senhor numa época em que o “povo de propriedade exclusiva de Deus” não vivia uma vida exclusivamente para Ele, porque faltava temor ao Senhor no meio do povo de Deus!  GLÓRIA DE DEUS 4

No período profético de Isaías Israel estava literalmente no banco dos réus – a maior parte das suas profecias trata da condenação que viria sobre uma nação que era objeto do amor de Deus, mas que iria experimentar da Sua ira em função da idolatria dominante. O povo que deveria adorar um único Deus se curvava diante de deuses de barro, de madeira, feitos por mãos humanas e que definitivamente não poderiam socorrê-lo.

Rigorosamente não seria uma tarefa fácil para Isaías profetizar numa época tão difícil. Havia pelo menos três reinos que ofereciam tremendas ameaças constantemente ao povo de Deus e, não bastasse as grandiosas batalhas externas, ele ainda teria que lidar com conterrâneos obstinados, idólatras, murmuradores e declaradamente rebeldes. E é neste contexto completamente desfavorável que o Deus todo poderoso chama Isaías para o ministério, e desse chamado nós aprendemos uma coisa muitíssimo interessante: Foi necessário Isaías contemplar primeiramente a glória do Senhor para ter condição de realizar o grande projeto que Deus tinha pra ele, e os meus olhos brilham e minha mente imaginativa fervilha ao tentar contemplar um facho daquilo que Isaías contemplou.GLÓRIA DE DEUS 2

Motivado pela experiência da visão que Isaías teve, pesquisei e concluí que, invariavelmente, quando homens de Deus realizaram grandes feitos em nome do Senhor eles primeiramente contemplaram a Sua glória e majestade – que o digam Enoque, Noé, Moisés, Josué, Abraão, Jacó, José, Daniel, Pedro, Paulo, Silas e talvez muitos de vocês que me leem.

Concluí que jamais um homem de Deus poderá realizar um grande feito em Seu nome se não contemplar primeiramente a Sua glória, porque o que virá depois da realização da obra deverá trazer glória para o nome do Senhor e algo que traga glória para o nome do Senhor precisará ser realizado na força, na comunhão, na dependência e na mais absoluta confiança no Senhor!

Isaías precisava daquela visão! Isaías era um homem temente, mas que ainda não havia contemplado a glória de Deus a fim de ser usado por Deus como, certamente, o próprio Deus gostaria. Poderíamos dizer que à semelhança de Jó Isaías conhecia a Deus muito mais de ouvir falar do que da forma empírica e fundamentalmente necessária como aconteceu na visão.

Isaías precisava daquela visão! As suas fragilidades e pecados, precisavam ser contrastados com a grandeza da glória e o poder de Deus! Somente assim ele poderia escrever o seu lamento no versículo 6, do capítulo 64:

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.”

Isaías precisava daquela visão! A majestosa glória de Deus precisava sobressair em detrimento aos terríveis traços de sua natureza caída e, somente assim, ele poderia escrever o seu louvor no versículo 4, do capítulo 64:

“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.”

Isaías precisava ver a majestade do Deus que haveria de chamá-lo, comissioná-lo e enviá-lo! Era absolutamente imprescindível que Isaías fosse fortalecido na sua fé mediante as coisas que viu! Era condição sine qua non que Isaías tivesse nos arquivos de sua memória as grandezas das revelações de Deus para os momentos de dor, de vale, de deserto, de secura, de solidão e de perseguição que todo servo do Senhor passa ao estar no exercício fiel do ministério. Isaías precisava contemplar a majestade do Senhor para poder reagir da forma impressionantemente linda quando ao ser chamado por Deus, vai dizer: GLÓRIA DE DEUS 6

– EIS-ME AQUI, ENVIA-ME A MIM!

Isaías não disse: – Estou pronto, Senhor, pode contar comigo! Ou – Estou aqui, Senhor, e estou saindo pra te servir! Não! Esse profeta maravilhoso acabara de ver a glória e a majestade do Senhor e reagiu da forma para o qual tudo fora preparado pelo Senhor! Era como se ele dissesse:

– Senhor, depois das grandezas a mim reveladas, estou aqui e só irei se o Senhor me enviar! Somente assim irei, Senhor, confiado em tudo que contemplei! Estou aqui absolutamente pronto para que o Senhor, na força do Seu poder glorioso, me envie! Estou certo, Senhor, de que à semelhança do que dissera para Josué, ninguém poderá me resistir em todos os dias que eu estiver no exercício do ministério de proclamar a Sua vontade ao povo!

GLÓRIA DE DEUS 3O resultado das coisas terem acontecido nesta ordem todos nós sabemos: Glória pra Deus! Isaías viu a glória de Deus no início e proclamou a glória de Deus em todo o seu ministério.

Provavelmente muitos dos que me leem podem estar com a seguinte indagação em mente: E hoje, como Deus manifestaria a Sua glória pra mim antes de me enviar? Eu te respondo, caro leitor: Todas vezes que você passar por uma grande provação, por uma grande luta, por algo que a princípio esteja abalando suas estruturas e experimentar a fidelidade e o livramento do Senhor,  muito provavelmente, esse será o prenúncio de uma obra maravilhosa que o Senhor fará em você e através de você.

Lembremo-nos sempre: A IMPRESCINDÍVEL GLÓRIA DO SENHOR, PRIMEIRO!

Pr. Élio Morais

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comentários
  1. Junior Avelaneda disse:

    Sem dúvida acrescentou meu irmão, continue firme!
    Abs,

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