SOBRE JULGAMENTOS

Publicado: fevereiro 13, 2020 em Uncategorized

“Há duas coisas que o Senhor Deus detesta: que o inocente seja condenado e que o culpado seja declarado inocente.”  Provérbios 17:15

Nesses dias de esfriamento do amor, nesses dias em que as conveniências sobrepujam ao que é reto e devido, temos esse verso da Palavra de Deus, em epígrafe, que é rigorosamente atual num mundo de tanta inversão de valores em que estamos vivendo. Nesse versículo nós aprendemos que Deus detesta, odeia e abomina que um homem inocente seja condenado. Mais do que isso, Ele não suporta balança enganosa, nem dois pesos e duas medidas, e não faz acepção de pessoas – o nosso Deus trata a todos com absoluta equidade!

À princípio o versículo acima pode até nos parecer óbvio, visto que nós mesmos também odiamos ver alguém inocentemente pagar por algo que não fez. Contudo, prezado, não é bem assim que acontece. Apesar da obviedade, não é isso que vemos na prática e, infelizmente, não precisamos ir muito longe, basta que voltemos os nossos olhos para nós mesmos!

O que ocorre é que quando pensamos no versículo acima criamos a imagem de um tribunal que está acontecendo onde temos um promotor público inescrupuloso, um advogado de defesa sem muita força e argumentos, alguns jurados que foram comprados e um juiz que se vendeu e que, convenientemente, dará o seu injusto veredito a um réu absolutamente inocente – esse é um quadro terrível! Ou seja, nós pensamos no versículo acima apenas imaginando uma audiência pública, e que dela nem estamos participando, e que achamos sim deplorável aquele acontecimento e completamente indigno e injusto.

Mas eu queria trazer esse versículo para mais perto de nós. Eu queria te levar, querido leitor, a não mais imaginarmos uma cena e sim enfrentarmos uma realidade que está dentro de cada um de nós e que muitas vezes ignoramos – um “tribunal” que instalamos dentro de nós mesmos e, o que é pior, nesse “tribunal” nós acabamos por ser o promotor, o jurado e, também o juiz que julga não segundo a justiça de Deus, mas, sim,  segundo nossas conveniências que, muitas vezes, estão totalmente distantes dos critérios mais virtuosos.

É verdade, meu caro leitor, muitas vezes é assim que fazemos!

Muitas vezes nós não somente “indiciamos” o nosso irmão, mas, também, o colocamos como um verdadeiro RÉU, e o acusamos, o condenamos, e o punimos totalmente sem a longanimidade, a graça, e a misericórdia. Sim, muitos de nós fazemos isso! E como fazemos? Todas as vezes que nos colocamos na posição de julgadores e julgamos nossos irmãos não segundo a justiça de Deus, mas, segundo aquilo que decidimos ser a régua que ele deve ser medido – régua essa que, invariavelmente, sempre está longe de ser a régua que o Senhor usa.

Não é sem motivo que na Palavra de Deus somos advertidos assim: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” Mt.7:1,2

                Fato é, meu prezado, que Deus claramente nos direciona a nos mantermos bem distantes de quaisquer julgamentos – definitivamente não somos as melhores pessoas para fazerem isso! Enquanto estivermos convivendo com nossas duas naturezas correremos o risco de sermos muito injustos com uns e completamente condescendentes com outros, em virtude de não sermos detentores da equidade do nosso Deus! É disso que Tiago nos adverte e quer que entendamos, vejam: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?” Tiago 4:11,12

                Que o Senhor nos ajude e nos abençoe! Amém.

Pr. Élio Morais

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